A que ponto chegamos na política brasileira e qual o estado de coisas do momento no mundo? Faz tempo que não escrevo nenhum artigo, e sinto que meu site precisa passar por umas modificações. Espero em Deus que o farei no início de 2012. Pelo menos é uma das minhas metas para o próximo ano. Parei para dar um tempo para reflexões. Seguem algumas conclusões. Nunca achei que um católico praticante, com todos os seus dogmas intactos, pudesse ser aceito e abraçado pelos que vivem o espírito deste “mundo de trevas, do qual o demônio é o príncipe”. Seria ingenuidade. Seria tolice. Seria estupidez. Além disso, a crise que vivemos é de caráter tão profundo e tão irracional que estaria a escrever para o vento... É um sistema totalizante, que tem por trás os donos do poder global. É cada vez mais patente que só somos livres em nossa alma. Os ambientes onde circulamos estão contaminados até o cerne por imposições, gostos, coisas e opiniões ditadas pelo inimigo de Deus. Não se pode mais confiar nas vacinas, não se pode crer no que dizem os jornais, não se pode mais confiar nos médicos nem nos pastores, não se pode aceitar que o Papa vá rezar com pagãos em Assis e peça um governo mundial, não se pode comprar certos alimentos. Aquilo que na nossa infância era digno de confiança cega não o é mais. Antes de tudo, duvide do que dizem os padres nos sermões. Eles estão iludidos com aspectos da situação, mas não têm mais a noção do todo, da largura nem da profundidade do mal instalado nas cátedras mais altas. Incluo os governantes, os magistrados do STF, os policiais e todas as categorias. Neste mundo não há mais lugar para a justiça nem a verdadeira Religião. Se aqueles que deveriam ser os primeiros a se juntar nesta luta se recusam a fazê-lo, ou têm uma noção falseada do poder de alcance de fogo de nossos adversários, a quem apelar? Assumo minha impotência, e o fato de tudo esperar, nestas circunstâncias trágicas, apenas de Deus e de Nossa Senhora a solução para este péssimo estado geral em todas as instâncias. Aí parei de escrever. Não de esperar, mas me voltei mais do que nunca para o interior, para a santificação. Se eu me santificar, as coisas poderão mudar, porque “uma alma que se eleva, eleva o mundo”. Até os leigos católicos que se diziam meus amigos, e onde poderia achar apoio, só pensavam neles mesmos, sem noção de cooperação. Não alcançavam até onde quer e pode ir a Revolução. Há os cínicos, os maledicentes, os desinformados, os iludidos e os paus-mandados, entre outros. Como me recusei a colaborar nestes termos equivocados, tive em consciência que me voltar, por mais esta razão, para o interior. Não há maior divisão do que aquela que existe entre os católicos. Diante do caso Lupi et caterva, da ocupação de toda a máquina governamental brasileira por filo-comunistas, da gravíssima situação econômico-financeira dos Estados Unidos e da Europa inteira, da islamização e do envelhecimento de nações materialmente prósperas, da morte de Kaddafi e Bin Laden- se é que morreram- e de todos os sinais de domínio das mentes por forças globais, nem uma frase. Por isso as palavras deixaram de ser suficientes. Se houvesse grupos corajosos, seria a hora de dizer como os Macabeus: “Ocupem! Bradem! Saiam de suas vidinhas! Fogo na Casa de Deus, fogo nas almas!” Assim reagiria um São Luís Maria Grignion de Montfort, um São Luís IX de França. Estamos em tempos de exceção. A espada tome o lugar dos computadores! Ações concretas! Façamos o que os padres e os militares não querem fazer mais! À luta, católicos! O mundo para o Reino do Imaculado Coração de Jesus e Maria! Ou isso ou nada!